Homens armados mataram 11 pessoas no distrito de Palma no passado 26 de junho

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Ataque obriga à reunião de emergência entre comandantes de Polícia de Moçambique e Tanzânia   

Numa altura que o número de vítimas mortais já não se conhece com exatidão, mais um ataque mortal foi protagonizado por homens armados oficialmente designados “desconhecidos”, no distrito de Palma, norte de Cabo Delgado. Desta vez o ataque visou uma viatura que passava pela aldeia de Ntole, posto administrativo de Quionga, tendo, do ataque, resultado a morte de 11 pessoas. Das onze mortes, nove são de nacionalidade tanzaniana.

Diante do acontecimento e na perspectiva de continuar a busca de mecanismos para combater os insurgentes que desde finais de 2017 mantêm incursões mortíferas na região norte de Cabo Delgado, o Comandante-Geral da Polícia da República de Moçambique, Bernardino Rafael, e o seu homólogo tanzaniano, Simon Cirro, tiveram de se reunir de emeergência. O encontro teve lugar no domingo, na região de Mutwara.

Não se conhecem os detalhes do encontro tendo em conta que decorreu à porta fechada, mas as duas partes partilharam publicamente a ideia da necessidade de operações conjuntas reforçadas no sentido de conter a acção dos malfeitores.

A reunião de domingo não foi a primeira entre os dois países. Encontros anteriores já houve e operações conjuntas têm estado a decorrer, mas, ao que tudo indica, os resultados, esses continuam a escassear. É que os ataques do grupo continuam a ter lugar e, em alguns casos, com cada vez maior número de vítimas, particularmente humanas.

Um dos feridos no ataque da semana passada e que perdeu o tio na acção é citado pela Rádio Moçambique a dizer que os atacantes vestiam fardamento das Forças Armadas de Defesa de Moçambique (FADM). Na altura, segundo fonte citada, os ataques disseram a populares que estavam em Ntole para uma patrulha, o que fez com que não suscitassem desconfiança em relação aos seus reais motivos.

Segundo informações oficiais da Polícia da República de moçambique em Cabo Delgado, o ataque do 26 de Junho, além das vítimas mortais, resultou também no ferimento de oito pessoas, das quais seis tanzanianos e dois moçambicanos.


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