Fragata da Total, chega a Pemba com 1313 ocupantes a salvos

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(Reportagem detalhada)

O ataque armado por parte de insurgentes no Distrito de Palma, precisou que o Governo local, Provincial, Central e parceiros activassem os seus sextos sentidos onde o plano foi claro e priorizou-se a evacuação instantânea dos Recursos Humanos, de Palma para qualquer outro ponto e de preferência a vizinha Tanzânia no Distrito de Nangade, Moeda, Município de Pemba foram locais por onde vários cidadãos nacionais e internacionais se refugiaram. O próprio acampamento residencial de Afungi, acolheu seus funcionários e uma boa parte de funcionários de empresas subcontratadas pela Total. Porque o fogo era intenso no exterior daquela maior concessionaria houve primeiras evacuações, via aérea, observando números de lotação em cada voo. Nos mesmos instantes, activou-se o plano “B”, que era de evacuação dos mais de Mil trabalhadores com especialidades diferentes e devidamente acautelados com mascaras, ao longo de toda a viagem e chegada. Estes, foram rápida e instantaneamente evacuados de forma escoltada para o interior de um dos maiores “Ferryboats” que a Total tem. Trata-se da Zan Fast Ferries – Sea Star 1, com aproximadamente 100 metros de comprimento, 25 de largura, porão, dois andares e um terceiro andar para a equipa tripulante, com respectivos mantimentos com o primeiro destino, em Pemba. Tratava-se da maior viagem fluvial e compulsiva, feita de forma acertada e instintiva, pela multinacional.

A hora prevista para chegada da Fragata foi comunicada ao Governo da Província, facto que pontualmente antes das 10h00 do Domingo (28-03), a cidade baixa de Pemba estava repleta de policiamento, incluído o Porto, com Polícia Canina.

Quando o elenco do Governo chegou, a imprensa privada foi barrada, com recurso a 3 bloqueios, todos monitorados pelo próprio Presidente do Município de Pemba, com fortes alegações de que foi orientado pelo Secretário do Estado ali presente, para que nenhuma imagem fosse tirada naquele recinto e naquela situação.

Os murmúrios vieram da população, esta que pernoitou nos arredores do Porto de Pemba, na segunda cancela, ansiosos de que a embarcação traria (possivelmente) cadáveres. Esta hipótese, avançava-se porque a Morgue do Hospital Provincial de Cabo Delgado, encontrasse-se superlotada.

No recinto portuário de Pemba, assistiu-se um “ping pong” entre jornalistas da TVM contra outros órgãos privados, desavença essa, criada pelo Governo local.

Na verdade, o Governo chegou e privilegiou uma das viaturas e acesso directo ao recinto Portuário, para os dois repórteres da Televisão de Moçambique. No interior o pessoal da segurança observou ao detalhe que a dupla dos jovens não estava devidamente trajada para ter acesso ao pátio do Porto sobretudo, por falta de colecte reflector. O próprio elenco Governo, induziu os para que fossem pedir por emprestado, despindo os colectes de colegas marginalizados e o consenso foi vergonhoso e de troca de palavreados.

“Aqui esta o problema. Tu que tens o acesso e privilegio de sentares-te ao lado deles, tens a coragem de vir me despir o único colete em nome do teu órgão de informação, da tua carreira, do teu profissionalismo, sem cara de vergonha? – Vá-te embora!”  

Mesmo sem o devido traje para o acesso ao pátio do Porto, os jovens entraram e testemunharam o inesperado!

Assistiram, fotografaram e filmaram a embarcação a chegar;

Assistiram, fotografaram e filmaram o pessoal a ser orientado a ordem e sequência da saída;

Assistiram, fotografaram e filmaram os salamaleques;

Assistiram, fotografaram e filmaram até o porão e muito antes dos 1313 vidas descerem, o elenco do governo recuou para as suas casas, naquele Domingo de descanso e muito calor, depois de testemunhar que não havia nada alarmante naquela viajem. Foi uma chegada normal de uma exausta e traumatizantes viajem onde, a própria policia, parou de fiscalizar trouxas, só de ver o perfil e físico dos viajantes.

Do lado de fora havia inúmeros autocarros de 15 e 60 lugares que carregavam em fases, os mais de mil engenheiros e pessoal técnico para (preferencialmente), o bairro de Muxarra. Neste novo acampamento, com réplicas do anterior acampamento de Afunji, todos pernoitaram e recebem novas orientações.

A lista nominal dos viajentes, entra numa espécie de biblioteca da Afunji.

Hoje (29-03), outros funcionários de Palma chegaram. Os das filiais bancarias que não eram contactáveis, chegaram e os seus gestores e familiares, fazem recepções calorosas. A titulo de exemplo, 13 funcionários do Hotel Amarula, 14 do Moza Investiments entre outras empresas de Palma, num total de 120 cérebros. As chegadas são obrigatoriamente feitas no cais do Porto de Pemba.

Grupos de apoios e Organizações humanitárias, encontram-se sempre por perto e no pátio do Porto de Pemba, a procura de casos específicos. O mesmo para enfermeiros e socorristas com sedes e reconhecimento local. (Pinnacle News)

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