PR moçambicano quer resposta científica aos ataques no Centro e Norte do país

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O Presidente moçambicano, Filipe Nyusi, desafiou hoje os novos graduados da Academia de Ciências Policiais a aplicarem os seus conhecimentos na busca de respostas científicas no combate aos grupos armados no Centro e no Norte do país.

“Cada um de vocês deve ser um ator ativo no estudo dos fenómenos sociais que colocam em causa a nossa soberania”, disse Filipe Nyusi, dirigindo-se a um grupo de 200 oficiais superiores graduados pela Academia de Ciências Policiais, nos arredores de Maputo.

Para o chefe de Estado, a eficácia dos resultados nas operações para repor a paz no Centro e Norte de Moçambique passa por uma abordagem científica e, para que se alcance este objetivo, a formação é fundamental.

“Vocês estão autorizados a saberem porque é que há terrorismo no Norte e porque é que grupos armados têm protagonizado ataques contra populações no Centro de Moçambique. Vocês têm a ferramenta científica para fazer esta análise”, frisou o chefe de Estado.

Segundo Filipe Nyusi, a complexidade e as conexões transfronteiriças dos grupos criminosos atualmente impõem novos desafios às Forças de Defesa e Segurança, que hoje enfrentam uma “criminalidade sofisticada e transfronteiriça”.

“Esta complexidade impele às Forças de Defesa e Segurança e ao Estado novas formas de agir”, acrescentou o Presidente moçambicano.

As Forças de Defesa e Segurança de Moçambique desdobram-se em operações para travar os grupos armados que têm protagonizado ataques há três anos em alguns distritos da província de Cabo Delgado, Norte de Moçambique.

A violência em Cabo Delgado, onde se desenvolve o maior investimento multinacional privado de África, para a exploração de gás natural, está a provocar uma crise humanitária com mais de duas mil mortes e 670 mil pessoas deslocadas, sem habitação, nem alimentos.

As incursões do grupo, autoproclamado Junta Militar da Renamo, têm como alvo civis e as forças governamentais e já provocaram a morte de, pelo menos, 30 pessoas em estradas e povoações das províncias de Manica e Sofala, Centro de Moçambique. (Lusa)

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